Home / Telefonia / Problemas do iPhone que até fãs da Apple reclamam: preço, bateria, carregamento, vidro frágil, iOS e altos custos de reparo

Problemas do iPhone que até fãs da Apple reclamam: preço, bateria, carregamento, vidro frágil, iOS e altos custos de reparo

Por que tantos usuários, inclusive fãs da Apple, listam 9 problemas do iPhone que incomodam

A reputação do iPhone como produto premium é inquestionável, mas nem mesmo os consumidores mais leais deixam de apontar falhas que se repetem ano após ano. Reunimos relatos de especialistas, comentários de jornalistas e dados levantados por órgãos de defesa do consumidor para mostrar, com clareza, quais são os pontos mais citados entre usuários: preço, ausência de carregador, autonomia, fragilidade do vidro traseiro, atraso em inovações de câmera, limitações do iOS, carregamento mais lento, altos custos de reparo e a falta de sideloading.

Preço, ausência de carregador e os números que incomodam

O primeiro recado é direto, a partir da experiência interna: Amanda Zola resumiu a reclamação quando disse que o problema central era “o alto preço dos iPhones, que, muitas vezes, não condiz com o que o celular entrega”. A queixa se torna ainda mais forte ao comparar valores com concorrentes que oferecem especificações técnicas superiores em alguns pontos, como sensores de câmera maiores e carregamento mais veloz.

A decisão da Apple de remover o carregador da caixa é outro foco de irritação. Desde o iPhone 12, a empresa afirma que a medida reduz emissões e lixo eletrônico, mas no Brasil a remoção gerou consequências legais: a Apple foi “multada em mais de R$ 165 milhões”, e “Só em São Paulo, a Justiça aplicou uma multa de R$ 100 milhões”. Além disso, houve casos de consumidores que venceram ações individuais, como aquele em que “um comprador recebeu R$ 3 mil de indenização após descobrir que teria de pagar R$ 219 pelo acessório”. São números que explicam por que a ausência do carregador virou tema recorrente nas reclamações.

Bateria, vidro traseiro e desempenho de câmera

Autonomia e durabilidade aparecem na sequência das queixas. Usuários como Luiza M. Martins resumem a decepção com a bateria ao apontar, na redação, que “Hoje em dia tem muito celular que faz muito melhor em autonomia”. Relatos sobre queda acelerada na saúde da bateria em modelos como o iPhone 14 Pro circulam em fóruns e redes sociais, o que amplia a percepção de que a autonomia está aquém do que a concorrência oferece com baterias maiores e carregamentos mais rápidos.

O design com traseira em vidro é elogiado por sua beleza, mas é justamente aí que mora outra dor de cabeça. Como lembra o histórico técnico, “O primeiro modelo com esse acabamento foi o iPhone 4, lançado em 24 de junho de 2010, e, a partir do iPhone 8, a característica se tornou presente em todos os celulares da Apple”. Na prática, esse acabamento também trouxe fragilidade. Raissa Delphim, que usa um iPhone 14 Pro Max, foi direta: “O acabamento traseiro de vidro em várias versões é lindo, mas muito pouco resistente (mesmo usando capinha o meu já quebrou duas vezes). E, quando quebra, tem que trocar, porque depois qualquer impacto vai quebrando mais e mais”.

A combinação entre vidro colado ao chassi e custo de reparo elevado faz com que quedas simples se transformem em despesas altas, com orçamentos que variam bastante dependendo do modelo, mas que podem pesar no bolso de quem usa o aparelho no dia a dia.

No quesito câmera, embora o iPhone mantenha resultados consistentes graças ao pós-processamento e à estabilização, há críticas sobre o ritmo das inovações. Usuários e especialistas apontam que a Apple costuma demorar a adotar avanços em hardware para zoom óptico e sensores de alta resolução, mantendo parte das melhorias restritas aos modelos Pro.

Limitações do iOS, carregamento mais lento e reparos caros

Em temas de software e experiência de uso, a reclamação é clara: “O iOS nunca adotou oficialmente tela dividida, janelas flutuantes ou multitarefa real”, e isso pesa para quem busca produtividade no celular. O contraste com o iPadOS, que oferece multitarefa robusta, aumenta a frustração, e muitos usuários consideram a decisão uma escolha estratégica da Apple para manter a diferenciação entre iPhone e iPad.

No carregamento, a diferença técnica também é perceptível. Enquanto várias marcas Android oferecem soluções de 45 W, 67 W, 80 W, 120 W e até mais, dispositivos como o iPhone ficam limitados a potências próximas de 30 W na prática. A diferença se traduz em tempos de recarga muito distintos, e exemplos do mercado deixam isso evidente, como o caso do Motorola Edge 50 Ultra com 125 W, levando os 4.500 mAh de 0 a 100% em aproximadamente 18 minutos. Esses números ajudam a explicar por que o carregamento do iPhone é visto como mais lento frente à concorrência.

Por fim, os custos de reparo e a política de peças aumentam a insatisfação. A Apple é frequentemente criticada por preços elevados em componentes e por uma arquitetura interna que, segundo defensores do direito ao reparo, dificulta consertos independentes. Há relatos de mensagens de erro indicando “peça não original” mesmo quando o componente é genuíno, o que alimenta debates sobre transparência e controle em serviços de assistência técnica.

O que muda para o usuário e o que esperar da Apple

Esses problemas não apagam os pontos fortes do iPhone, como estabilidade, integração com serviços e atualizações prolongadas. No entanto, eles mostram áreas onde a experiência pode melhorar, e por onde a concorrência tem pressionado a Apple, especialmente em autonomia, velocidade de carregamento, diversidade de câmeras e liberdade de uso do sistema.

Para muitos usuários, o balanço entre benefícios e incômodos vai depender do que cada um prioriza. Quem valoriza o ecossistema e a previsibilidade do iOS pode aceitar algumas limitações, enquanto quem busca máxima autonomia, recarga ultrarrápida e liberdade de instalação de apps pode encontrar alternativas mais alinhadas às suas necessidades.

Em suma, os relatos reunidos mostram que, apesar de manter uma base fiel de consumidores, o iPhone acumula ao menos nove irritantes recorrentes que, se corrigidos, poderiam reduzir atritos e aproximar a experiência do que muitos usuários esperam hoje de um smartphone premium.

Marcado: