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Meta Revoluciona Avaliação de Funcionários: IA Será Critério Obrigatório a Partir de 2026 e Já Impulsiona Produtividade

A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, está preparando uma significativa mudança em sua política de avaliação de desempenho dos funcionários. A partir de 2026, o uso e o impacto da inteligência artificial (IA) serão um critério oficial e obrigatório nas análises de performance, prometendo redefinir o que significa ser um profissional de sucesso na companhia.

A novidade foi comunicada em um memorando interno nesta quinta-feira, 13 de novembro, assinado por Janelle Gale, chefe de pessoal da Meta. O documento, obtido pelo Business Insider, detalha que os colaboradores serão avaliados com base em como utilizam a IA para entregar resultados e, consequentemente, aumentar a produtividade. A iniciativa reflete o movimento de outras grandes empresas de tecnologia, como Microsoft, Google e Amazon, que também estão incentivando ativamente o uso da inteligência artificial entre seus times.

O “Impacto Impulsionado por IA” como Novo Padrão

Embora a métrica de “impacto impulsionado por IA” ainda não seja formal para o ciclo de avaliações deste ano, que se inicia em 8 de dezembro, Gale já encorajou os funcionários a incluírem as “vitórias movidas a IA” em suas autoavaliações. O objetivo é garantir que os impactos excepcionais gerados pelo uso da tecnologia sejam recompensados desde já.

Essa diretriz não surge do nada. A Meta tem investido pesado na integração da IA em diversas frentes. A empresa já reformulou seu processo de contratação, permitindo que candidatos usem IA em entrevistas de código, e lançou um jogo interno chamado “Level Up”, tudo para acelerar a adoção da tecnologia. “À medida que avançamos para um futuro nativo de IA, queremos reconhecer as pessoas que estão nos ajudando a chegar lá mais rápido”, escreveu Janelle Gale no memorando, reforçando a visão da empresa.

Adoção da IA: Um Movimento Global entre Gigantes Tech

A pressão para que os funcionários utilizem mais a inteligência artificial não é exclusiva da Meta. Gigantes como Microsoft, Google e Amazon também estão engajadas em iniciativas semelhantes, buscando otimizar processos e impulsionar a inovação através da IA. Esse cenário aponta para uma tendência clara no mercado de trabalho tecnológico: a proficiência em IA está se tornando uma habilidade indispensável.

Na Meta, a cultura de IA é levada a sério. Em outubro, Vishal Shah, vice-presidente de metaverso da empresa, já havia falado sobre o projeto interno AI4P (AI for Productivity). Esta iniciativa ambiciosa tem como meta multiplicar a produtividade da equipe por cinco, indo muito além de pequenas melhorias. O objetivo é que a IA se torne “um hábito, não uma novidade” em todos os setores da empresa, não apenas na engenharia, acelerando tanto processos criativos quanto técnicos.

IA Avaliando a Si Mesma: O Assistente de Desempenho

Além de avaliar o uso da IA pelos funcionários, a Meta também utilizará a própria tecnologia para facilitar o processo de avaliação. Para o ciclo deste ano, a companhia anunciou o lançamento do AI Performance Assistant (Assistente de Desempenho de IA, em tradução livre).

De acordo com o memorando, os funcionários poderão usar assistentes internos como o Metamate e até mesmo o Gemini, do Google, para ajudar na redação de seus textos de autoavaliação e feedback. Essa abordagem demonstra a confiança da Meta na capacidade da IA de otimizar até mesmo tarefas administrativas, tornando o processo mais eficiente para todos.

Cultura “Nativa de IA”: Multiplicando a Produtividade por Cinco

A visão da Meta é clara: construir uma cultura “nativa de IA”. A iniciativa AI4P, liderada por Vishal Shah, visa integrar a inteligência artificial de forma tão profunda que ela se torne intrínseca ao dia a dia de cada colaborador. A meta de multiplicar a produtividade por cinco é um indicativo da ambição da empresa em explorar todo o potencial da IA para impulsionar seus objetivos estratégicos.

Essa transição para uma força de trabalho impulsionada pela inteligência artificial não só promete transformar a Meta internamente, mas também estabelece um novo padrão para o mercado global, onde a colaboração entre humanos e máquinas se tornará cada vez mais crucial para o sucesso e a inovação.

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