Entenda o Panther Lake, os ganhos do Intel 18A, o impacto dos 180 TOPS em AI PCs e quando os notebooks com Core Ultra 3 estarão disponíveis no Brasil
A Intel apresentou a família Core Ultra série 3 (Panther Lake), projetada para alimentar uma nova geração de AI PCs, com disponibilidade ampla prevista para janeiro de 2026. A companhia afirma que os novos chipsets devem equipar notebooks de consumo, equipamentos comerciais e dispositivos para jogos, oferecendo um equilíbrio entre desempenho e eficiência energética.
Panther Lake, especificações e promessa de desempenho
O Panther Lake entrega uma arquitetura multichiplet escalável, com até 16 novos núcleos combinando P-cores e E-cores, e, segundo a Intel, oferece um desempenho mais de 50% mais rápido em relação à geração anterior. A parte gráfica também foi renovada, a nova GPU Intel Arc terá até 12 núcleos Xe, com desempenho gráfico também 50% superior. A Intel afirma que a plataforma terá ampla disponibilidade no mercado a partir de janeiro de 2026.
Sobre a chegada ao Brasil, Segundo a Gerente de Produtos da Positivo, Cynthia Ermoso, nosso país deve receber produtos alinhados ao timing de lançamento internacional. A Positivo estará na CES 2026 com a Intel, e deve ser uma das primeiras marcas a trazer modelos com Panther Lake ao mercado brasileiro.
Na apresentação brasileira, Segundo o Engenheiro de Aplicações de Vendas da Intel Brasil, Yuri Daglian, a promessa é entregar a eficiência de energia da arquitetura Lunar Lake com o desempenho de nível entusiasta do Arrow Lake. A promessa, portanto, é combinar economia de energia com saltos significativos de performance.
O que é o Intel 18A e por que importa para o Panther Lake
O Panther Lake é o primeiro processador da empresa construído com Intel 18A. Esse é o nó de semicondutores mais avançado já desenvolvido e fabricado nos Estados Unidos, descrito pela empresa como um processo de classe de 2 nanômetros. Segundo a Intel, o 18A oferece desempenho até 15% melhor por watt e uma densidade de chip 30% aprimorada em comparação com o processo Intel 3 anterior.
Para tornar isso possível, a Intel destacou duas inovações principais no 18A. A primeira é o RibbonFET, a primeira nova arquitetura de transistor da Intel em mais de uma década. A segunda é o PowerVia, um sistema inovador de fornecimento de energia pela “traseira” do chip. Essas mudanças melhoram a comutação, o empacotamento e o fluxo de energia, permitindo chips mais eficientes e potentes. A Intel também diz que o Intel 18A formará a base para pelo menos três gerações futuras de produtos da marca.
O que significam os 180 TOPS na prática
O grande destaque do Panther Lake é seu design XPU balanceado, capaz de entregar até 180 TOPS de plataforma para aceleração de IA. TOPS, ou trilhões de operações por segundo, é a métrica usada para medir velocidade em tarefas de inteligência artificial, e um número alto permite executar modelos complexos localmente, sem depender da nuvem.
No entanto, é importante entender que o valor bruto de TOPS não diz tudo. “o número máximo de TOPS não deve ser analisado de forma isolada, porque representa apenas um valor teórico de desempenho total, sem refletir como a carga de trabalho é realmente distribuída entre as diferentes unidades do processador.” Essa observação é de Yuri Daglian, da Intel Brasil, e aponta que o desempenho real depende do equilíbrio entre CPU, GPU e NPU, e de como o software aloca as tarefas entre esses blocos.
Segundo a Intel, a distribuição dos TOPS no Panther Lake é a seguinte, combinando CPU, GPU e NPU: até 10 TOPS na CPU, até 50 TOPS na NPU, e 120 TOPS na GPU. A empresa também afirma que houve 40% de melhoria em TOPS por área</b em relação à geração interior, os chipsets Intel Lunar Lake.
Além disso, a Intel indica que, em 2025, 40% delas são executadas na NPU, enquanto os 60% restantes se dividem igualmente entre CPU (30%) e GPU (30%). Isso reforça a ideia de que o potencial total de TOPS só se traduz em ganhos reais se o sistema e o software estiverem otimizados para distribuir cargas entre os blocos de forma eficiente.
Mercado, privacidade e chegada dos AI PCs ao dia a dia
A Intel projeta que os AI PCs ganharão muita participação de mercado nos próximos anos. A empresa espera que os AI PCs componham 80% do mercado de PCs até 2028. Hoje, por estarem concentrados em modelos premium, os AI PCs ainda são menos comuns entre usuários finais, mas no ambiente corporativo a adoção já acontece, com empresas buscando ganhos em produtividade e segurança.
Segundo a Intel, com o Panther Lake, tarefas como sumarização de documentos, tradução em tempo real e análise de dados sensíveis poderão ocorrer inteiramente no dispositivo, mantendo as informações privadas e seguras. Isso torna os recursos de IA locais atrativos para setores que lidam com dados confidenciais.
Na prática, a chegada do Panther Lake em janeiro de 2026 deve acelerar a oferta de notebooks com capacidades de IA mais avançadas, e fabricantes como a Positivo devem trazer modelos ao Brasil alinhados ao cronograma global. A jornalista Ana Letícia Loubak viajou para São Paulo a convite da Intel.
Em resumo, o Panther Lake combina o novo nó Intel 18A, uma arquitetura multichiplet e um design XPU que soma até 180 TOPS, com promessa de ganhos em eficiência e desempenho. Para o consumidor, isso significa notebooks mais capazes de rodar recursos de IA localmente, desde assistentes até tarefas criativas, desde que software e hardware trabalhem em conjunto para aproveitar esse potencial.









