IBM Apresenta Nighthawk e Loon: A Nova Geração de Supercomputadores Quânticos
A corrida pela supremacia na computação quântica ganhou um novo capítulo com a revelação dos supercomputadores Nighthawk e Loon pela IBM. Esses avançados sistemas representam um salto significativo na busca por tornar a tecnologia quântica uma ferramenta útil em diversas aplicações práticas. A expectativa é que a nova arquitetura prepare o terreno para uma máquina quântica modular em 2026, capaz de processar e armazenar informações, aproximando a indústria de soluções comerciais relevantes.
Inovação na Conectividade dos Qubits
Um dos principais diferenciais dos novos computadores quânticos da IBM reside na sua arquitetura modular e na forma como os qubits, as unidades básicas de informação quântica, se conectam. Diferentemente de abordagens que focam apenas no aumento do número de qubits, a IBM aposta na conectividade aprimorada para superar os desafios atuais da computação quântica. O modelo Loon se destaca por conectar cada qubit a outros seis, com ligações verticais, uma novidade para qubits supercondutores. Já o Nighthawk apresenta uma conectividade de quatro vias.
Superando Erros e Aumentando a Potência
Essa estrutura de conectividade é vista como crucial para enfrentar os dois maiores obstáculos da computação quântica: a baixa potência computacional e a propensão a erros. Segundo Jay Gambetta, da IBM, testes preliminares com o Nighthawk já indicam um avanço notável, com a capacidade de executar programas 30% mais complexos em comparação com os modelos atuais da empresa. O grande objetivo da área é a criação de “qubits lógicos”, grupos de qubits que operam sem erros. A estratégia da IBM sugere que menos qubits por grupo podem ser necessários para alcançar essa estabilidade, evitando a necessidade de construir milhões de unidades.
O Futuro Modular da Computação Quântica
Embora mais testes e benchmarks sejam necessários, a maior conectividade apresentada pelos novos modelos da IBM é vista com otimismo por especialistas, mesmo que não resolva todos os desafios de escalabilidade. A empresa também está focada em aprimorar a leitura dos resultados dos seus computadores quânticos e em aumentar o tempo de coerência dos qubits. O tempo de coerência é o período em que os qubits permanecem úteis para os cálculos, um fator que tende a diminuir com o aumento das conexões.
A IBM projeta que o computador quântico modular previsto para 2026, baseado nos aprendizados com os modelos Loon e Nighthawk, representará um marco importante. Essa máquina terá a capacidade de processar e armazenar informações, abrindo portas para aplicações comerciais que antes pareciam distantes. A visão da IBM é clara: tornar a computação quântica uma ferramenta acessível e poderosa para diversas indústrias, desde a ciência de materiais e o desenvolvimento de medicamentos até a inteligência artificial.









