O que fazer após o roubo de dados Salesforce que atingiu instâncias corporativas, e como empresas e clientes podem reduzir riscos agora
O setor de tecnologia foi sacudido após a confirmação de que houve um ataque que resultou no roubo de dados Salesforce de dezenas de organizações. Em comunicado citado pela imprensa, consta que “Google confirma roubo de dados de mais de 200 empresas por falha em apps conectados ao Salesforce”. A divulgação, que também relaciona autoria do episódio a um coletivo criminoso, aumentou a preocupação de clientes, parceiros e reguladores.
Na mesma reportagem, há a informação de que “Grupo Scattered Lapsus$ Hunters, que reúne gangues como a ShinyHunters, assume invasão que expôs instâncias corporativas ligadas ao ecossistema Salesforce”. A frase expõe que invasores acessaram ambientes corporativos integrados ao ecossistema da plataforma, por meio de vulnerabilidades em apps conectados.
Como ocorreu o ataque e por que foi grave
Fontes e investigações iniciais indicam que a brecha esteve em aplicações de terceiros integradas ao Salesforce, ou em fluxos de autorização que permitem que apps acessem dados das instâncias. Esse tipo de conexão é comum e, quando mal configurada ou explorada por código malicioso, permite que invasores percorram um ambiente e coletem dados sensíveis.
O impacto é agravado pela centralidade do Salesforce em operações comerciais, vendas e atendimento, e por isso o episódio é classificado como um roubo de dados Salesforce com potencial de alcance amplo. O dado mais contundente divulgado até o momento foi que mais de 200 empresas foram afetadas, o que torna o caso relevante para clientes, parceiros e autoridades de proteção de dados.
Consequências para empresas e clientes
Para companhias, a exposição pode significar vazamento de informações comerciais, cadastros de clientes, contratos e até credenciais de acesso. Para clientes finais, há risco de uso indevido de dados pessoais e tentativas de fraude, como phishing e golpes direcionados. Além do impacto operacional, as empresas podem enfrentar sanções sob a legislação de privacidade, e custos com investigação e recomposição de confiança.
Especialistas recomendam que, diante de um incidente desse porte, organizações afetadas tratem o caso como um incidente de segurança sério, acionando equipes internas, consultorias forenses, e, quando aplicável, notificando autoridades regulatórias e titulares de dados.
Medidas imediatas recomendadas
Empresas que usam Salesforce e apps conectados devem, com prioridade, revisar autorizações e tokens ativos, revogar acessos suspeitos e forçar a rotação de credenciais e chaves de API. É essencial verificar logs de auditoria para identificar atividades anômalas, isolar instâncias comprometidas, e aplicar atualizações e correções em apps terceiros e integrações.
Além dessas ações técnicas, é importante reforçar controles como autenticação multifator, limitar privilégios de contas, e revisar contratos e práticas com fornecedores de integração. Usuários e clientes também precisam ser avisados sobre possíveis tentativas de fraude e instruídos a desconfiar de comunicações inesperadas.
O papel das plataformas e do compliance
Plataformas como Google e Salesforce têm responsabilidade em investigar e mitigar vetores explorados, e precisam cooperar com empresas afetadas. Para as organizações brasileiras, decisões de remediação devem considerar a Lei Geral de Proteção de Dados, e eventuais obrigações de reporte à Autoridade Nacional de Proteção de Dados, dependendo da natureza e alcance da exposição.
O episódio reforça a necessidade de políticas de segurança que incluam governança sobre aplicações de terceiros, testes de segurança contínuos e monitoramento centralizado. O roubo de dados Salesforce expõe uma lição clara: integrações facilitam operações, mas também ampliam a superfície de ataque quando não há controles rígidos.
Enquanto investigações avançam, empresas afetadas e seus clientes devem priorizar detecção, contenção e comunicação transparente. A combinação de ações técnicas rápidas, suporte jurídico e comunicação clara é a melhor forma de reduzir danos e retomar operações com segurança.









