Lançamento do Gemini 3 eleva capacidade da IA multimodal, com recordes em benchmarks e foco em desenvolvedores
A Google lançou nesta terça-feira (18) a nova versão do seu modelo de linguagem, o Gemini 3, que promete competir diretamente com o modelo GPT‑5 Pro usado no ChatGPT. Segundo a empresa, o Gemini 3 alcançou a maior pontuação já registrada no benchmark Humanity’s Last Exam, com uma pontuação de 37,5%, e obteve 1.501 pontos no ranking da LMArena, superando o recordista anterior, o Gemini 2.5 Pro, por 50 pontos ELO.
Esses resultados, que avaliam raciocínio geral e expertise, sinalizam que o Gemini 3 avança tanto em conhecimento acadêmico quanto em capacidade de raciocínio. Em comunicado oficial, a Google afirmou, “É o melhor modelo do mundo para compreensão multimodal e o nosso modelo de programação com agente mais potente até o momento, oferecendo visualizações mais ricas e interatividade mais profunda — tudo isso fundamentado em um raciocínio de última geração”, afirmou a Google em publicação oficial.
O que é o Gemini 3 e o que muda na experiência
O Gemini 3 é apresentado como a nova geração de IA multimodal da Google, disponível em versões como o Gemini 3 Pro. A empresa destaca que o modelo resolve problemas complexos em áreas como ciência e matemática, oferecendo respostas mais inteligentes, concisas e diretas, com maior profundidade nas interações.
Na prática, isso significa que o Gemini 3 pode traduzir conceitos científicos complexos em explicações acessíveis, gerar código para visualizações de alta fidelidade e oferecer sugestões para brainstorms criativos. Essas melhorias foram desenvolvidas para uso direto em produtos Google, e em integrações para terceiros, ampliando o alcance da tecnologia.
Deep Think, desempenho nos testes e números que impressionam
Além da versão padrão, a Google liberou um modo de raciocínio aprimorado, chamado Gemini Deep Think, que potencializa ainda mais o desempenho do modelo. Por enquanto, o modo foi concedido a trusted testers e ainda não foi liberado ao público, pois a Google realiza avaliações de segurança e coleta de feedback de especialistas antes de disponibilizá‑lo aos assinantes do Google AI Ultra.
Em testes, o Gemini 3 Deep Think superou o desempenho do Gemini 3 Pro em benchmarks relevantes, alcançando 41% sem o uso de ferramentas no Humanity’s Last Exam, e 93,8% no GPQA Diamond. A plataforma atingiu também 45,1% no ARC-AGI, com execução de código, o que demonstra habilidade para resolver desafios inéditos que exigem raciocínio e execução técnica.
Recursos para desenvolvedores, Google Antigravity e integração com ferramentas
Um dos destaques do lançamento é a ênfase em capacidades para desenvolvedores. O Gemini 3 gera código do zero, processa instruções complexas e consegue renderizar interfaces web ricas e interativas. Nos rankings especializados, o modelo liderou a WebDev Arena com 1.487 ELO, e registrou 54,2% no Terminal-Bench 2.0, que mede a capacidade de usar ferramentas para operar um computador via terminal.
Os desenvolvedores podem acessar o Gemini 3 por meio do Google AI Studio, Vertex AI, Gemini CLI e na nova plataforma de desenvolvimento de agentes, o Google Antigravity. Também há integração com plataformas de terceiros, como Cursor, GitHub, JetBrains, Manus e Replit.
O Google Antigravity funciona como uma plataforma orientada a agentes, que permite criar parceiros de desenvolvimento capazes de planejar e executar tarefas de software de forma autônoma, gerando e editando código enquanto interagem com fluxos de trabalho. Além do Gemini 3 Pro, o Antigravity usa o Gemini 2.5 para controle de navegador e computador, e o modelo de edição de imagens Nano Banana (Gemini 2.5 Image) para trabalhos visuais.
Disponibilidade, busca e agentes pessoais
O Modo IA na Busca do Google já passa a usar o Gemini 3, o que permite experiências de interface geradas dinamicamente, como layouts visuais imersivos, ferramentas interativas e simulações instantâneas, com base na consulta do usuário. Essa integração deve mudar a forma como resultados de busca são apresentados, priorizando interatividade e visualização.
O recurso Gemini Agent também começou a ser liberado aos assinantes do Google AI Ultra no aplicativo do Gemini. Com agentes de IA, a ferramenta pode agir em nome do usuário em tarefas que envolvem múltiplas etapas, como priorizar e organizar uma caixa de entrada do Gmail, ou planejar roteiros de viagem, executando ações ao longo do processo.
Por enquanto, o Gemini Deep Think segue em avaliações de segurança antes de ser disponibilizado a assinantes, mas as métricas divulgadas, como 37,5% no Humanity’s Last Exam, 1.501 pontos na LMArena, e os índices do modo Deep Think, mostram o esforço da Google para posicionar o Gemini 3 entre as IAs mais avançadas do mercado.
Em resumo, o lançamento do Gemini 3 representa um avanço visível em capacidades de raciocínio, multimodalidade e geração de código, com ferramentas pensadas tanto para usuários finais quanto para desenvolvedores. Resta agora acompanhar a liberação do Deep Think e a adoção do modelo por empresas e criadores, para avaliar como esses ganhos técnicos vão se traduzir em produtos do dia a dia.









