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Game Boy: a história definitiva do portátil da Nintendo, 300 mil vendidos em 2 semanas, 100 milhões+ de unidades e legado em Tetris, Pokémon e Switch

Como o Game Boy transformou portáteis, vendeu “300 mil unidades em duas semanas no Japão” e construiu um legado que vai do Tetris ao Switch 2

Lançado em 21 de abril de 1989, o Game Boy da Nintendo mudou para sempre a forma como jogamos fora da sala, e construiu um legado que se estende até os consoles híbridos de hoje. Com decisões de design simples, foco na duração de bateria e uma biblioteca capaz, o aparelho tornou-se um fenômeno de vendas e referência em portabilidade.

Origem e lançamento do portátil que virou ícone

O projeto nasceu dentro de uma equipe liderada por Gunpei Yokoi e Satoru Okada, nomes centrais na história da Nintendo. A companhia já experimentava portáteis com o Game&Watch, mas o novo aparelho trouxe cartuchos intercambiáveis, maior versatilidade e baixo consumo.

Os primeiros títulos incluíram Alleyway, Baseball e Yakuman, com destaque imediato para Super Mario Land. Ainda durante o lançamento, o sucesso foi rápido: “Como esperado, o Game Boy vendeu todo o estoque de 300 mil unidades em duas semanas no Japão.” A combinação entre hardware confiável e jogos acessíveis ajudou a criar uma base de fãs que atravessaria décadas.

Jogos e parcerias que definiram a era

Um dos capítulos mais decisivos foi a chegada de Tetris junto ao lançamento nos Estados Unidos. A venda do aparelho com o jogo transformou tanto o Game Boy quanto Tetris em fenômenos culturais. Mais tarde, em 1996, a estreia de Pokémon Red e Green no Japão, e a chegada de Red e Blue ao mercado global, devolveu fôlego ao portátil, consolidando a troca de cartuchos e o cabo Link como experiências sociais centrais.

O impacto comercial dessa geração é expressivo, e os números deixam isso claro: “Foram mais de 100 milhões de unidades vendidas dessa primeira geração.” Esse volume explica por que rivais, como o Game Gear da Sega e o Atari Lynx, tiveram dificuldades para competir, mesmo oferecendo recursos técnicos distintos.

Evolução da linha: Pocket, Color, Advance e SP

A Nintendo soube renová-lo sem perder retrocompatibilidade que muitos jogadores valorizavam. Em 1996 chegou o Game Boy Pocket, menor e mais eficiente em consumo, e logo depois o Game Boy Light no Japão, com retroiluminação. Em outubro de 1998, a empresa lançou o Game Boy Color, que exibiu até 56 cores e manteve compatibilidade com cartuchos anteriores, ampliando a variedade de jogos e atraindo novas gerações de jogadores.

O salto técnico veio com o Game Boy Advance, lançado em 2001, com processador de 32 bits e design mais ergonômico. O catálogo do GBA incluiu títulos que exploraram novas possibilidades, mantendo franquias clássicas e apresentando sucessos como Metroid Fusion, Golden Sun e várias versões de Pokémon. Em 2003, o Game Boy Advance SP trouxe bateria recarregável e iluminação frontal, atendendo pedidos antigos da comunidade.

 

Transição, variantes e o fim da marca

Em 2004 a entrada do Nintendo DS marcou a transição para uma nova família de portáteis, com tela dupla e interface touch, e mantendo compatibilidade com o GBA. A marca Game Boy ainda teve uma última variação, o Game Boy Micro em 2005, um aparelho muito pequeno que só rodava jogos de GBA, mas que teve desempenho comercial discreto.

A linha de portáteis da Nintendo seguiu evoluindo com o 3DS em 2011, plataforma que também ganhou variações e durou até 2020, com a eShop encerrando vendas três anos depois. Em 2016 nasceu o Nintendo Switch, um console híbrido que retoma a ideia de portar experiências, e em 2025 a companhia apresentou o Switch 2, com poder de processamento superior e opções de assinatura que permitem reviver títulos clássicos de portátil.

Legado, nostalgia e preservação

O legado do Game Boy está na conjunção entre design prático, biblioteca diversificada e momentos culturais que atravessaram gerações, como o casamento com Tetris e o fenômeno Pokémon. Além disso, a facilidade de emulação em PCs e celulares ajudou na preservação e na difusão desses jogos, especialmente em países onde o aparelho não teve distribuição massiva, como o Brasil, onde a chegada oficial só ocorreu em 1994 pela Playtronic.

Ao olhar para o presente, é fácil ver a herança do portátil em consoles e serviços modernos. A ideia de jogar em qualquer lugar, trocar jogos com amigos e apostar em experiências simples e memoráveis permanece viva. Para muita gente, seja por nostalgia ou descoberta tardia, o Game Boy continua sendo referência obrigatória quando se fala em portabilidade nos videogames.

Mesmo quem não viveu a época do lançamento ou da febre dos anos 1990, encontra hoje formas de conhecer esses clássicos, seja em coleções oficiais, relançamentos digitais nos serviços da própria Nintendo, ou por meio da emulação. O resultado é que a história do portátil segue relevante, influenciando tanto o design quanto a cultura dos jogos eletrônicos até os dias de hoje.

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