Amazon Leo inicia fase comercial após lançamentos e pilotos no Brasil, prometendo internet de alta velocidade para áreas remotas e parcerias com operadoras
Amazon Leo marca uma nova etapa no esforço da Amazon para oferecer banda larga via satélite, e a mudança de nome sinaliza que o projeto entrou em fase mais madura e comercial. Segundo a reportagem de 14 de novembro de 2025, “A Amazon rebatizou seu ambicioso programa de banda larga via satélite. O Project Kuiper passa a se chamar Amazon Leo, referência à sigla LEO (low Earth orbit, órbita terrestre baixa), onde opera a constelação que deverá rivalizar com a Starlink, de Elon Musk.”
O que mudou com o novo nome e a situação atual da constelação
A adoção do nome Amazon Leo é mais do que uma mudança de marca, é um indicativo de transição para operações comerciais. Conforme a imprensa, “O primeiro lote de satélites em versão final foi colocado em órbita no início de 2025. Hoje, a constelação do Amazon Leo já soma mais de 150 satélites, parte de um plano que prevê milhares de unidades para garantir cobertura global.” Esses números mostram que a companhia já ultrapassou a fase de protótipos e está ampliando a escala da produção e dos lançamentos.
Em imagens e legendas técnicas, a cobertura e os lançamentos também foram registrados. Na descrição de um dos voos, consta: “Foguete Atlas V da United Launch Alliance: o primeiro lote de 27 satélites de internet do Kuiper, agora Leo, da Amazon, na plataforma 41 da base espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, em 28 de abril de 2025 (Anadolu /Getty Images)”. A referência ao lançamento ajuda a entender o ritmo de implantação inicial da frota.
Testes e parceria no Brasil, o foco em áreas remotas
No Brasil, a Amazon já realizou pilotos práticos para avaliar o desempenho do sistema. A reportagem registra, “No Brasil, a empresa mantém parceria com a Sky e realizou testes entre junho e setembro em Cosmópolis (SP) e Glória de Dourados (MS).” Esses pilotos, segundo a própria cobertura, tinham como objetivo medir características essenciais do serviço: “Os pilotos avaliaram estabilidade de conexão e throughput em regiões com infraestrutura limitada, antecipando o tipo de operação que a Amazon pretende habilitar: acesso de alta velocidade para usuários domésticos, empresas e órgãos públicos em áreas remotas.”
Para o público brasileiro, a parceria com a Sky significa que a oferta poderá ser distribuída por operadores já estabelecidos, o que pode acelerar a adoção do serviço em áreas rurais e cidades com infraestrutura de telecom limitada.
Tecnologia, produção e clientes comerciais
A Amazon desenvolveu terminais próprios, incluindo uma antena phased-array, que permite direcionamento eletrônico dos feixes e operação em velocidades da ordem de Gigabit, segundo as informações disponíveis. Além disso, a empresa afirma estar montando uma linha de produção em escala industrial para fabricar satélites em maior quantidade e reduzir custos, estratégia necessária para competir com players como a Starlink.
O projeto também já tem clientes e acordos comerciais. Conforme a reportagem, “O serviço já tem acordos fechados com clientes corporativos e operadores de telecomunicações, como JetBlue, L3Harris, DirecTV na América Latina, Sky no Brasil e a NBN Co., responsável pela rede nacional de banda larga da Austrália.” Essas parcerias mostram que a Amazon mira tanto o mercado consumidor quanto contratos com empresas e governos.
O que vem a seguir e o cenário competitivo
Com mais de 150 satélites em órbita e fábricas em escala, Amazon Leo busca consolidar uma oferta que combine velocidade e cobertura, especialmente em locais com pouca infraestrutura terrestre. A concorrência com a Starlink permanece intensa, e a disputa tende a privilegiar redução de preços, capacidade de produção, acordos locais, e qualidade do serviço.
Para os usuários e autoridades brasileiras, os próximos passos a observar são a expansão dos testes, os planos comerciais disponíveis com operadores como a Sky, e a capacidade do Amazon Leo de oferecer serviços estáveis e competitivos em regiões remotas. A mudança de nome, os lançamentos e os pilotos no Brasil mostram que a Amazon quer transformar uma ambição tecnológica em ofertas concretas, enquanto disputa espaço com players estabelecidos no mercado global de internet via satélite.








